O espetáculo é narrado pelo poeta grego Ésquilo, acompanhado por dois personagens: La Zamba, que a princípio o apoia submissamente, e a Morte, que espera seu falecimento. A história começa com o grande poeta grego que, por sua vez, representa o eurocentrismo e La Zamba que, através da representação de diversos personagens, encarna poetas europeus. No entanto, com uma euforia produzida pelo personagem Calibán de "A Tempestade", o poeta grego não resiste em procurar por escritores e poetas latino-americanos. Depois de presenciar toda a miscigenação através da festa - embalada pela Morte - e de enxergar a riqueza do continente representada pelos personagens de diferentes culturas da região, Ésquilo se deixa seduzir por um tirano latino-americano e entra no jogo da representação. Mergulhado no personagem e num estado catártico produzido pelo déspota, La Zamba e a Morte pegam o poeta em uma armadilha e o colocam dentro de um carro para levá-lo de povoado em povoado e, como uma marionete de circo, contar a história de uma Europa em decadência e uma América viva e popular.

FICHA TÉCNICA

Elenco
Carlos Araque, Clara Contreras, Cristina Alejandra Jiménez
Direção María Fernanda Sarmiento Bonilla
Apoio Técnico Mauricio Rodriguez

 

Espetáculo: Las muertes de los poetas
Data:
27 de abril
Horário:
11h
Local: Praça do Largo do Machado